Por que devo fazer parcerias com influenciadores?

O termo influencer ou influenciador digital já não é novidade para as empresas e marcas atualmente. Com o crescimento das redes sociais e o seu fácil acesso, qualquer um de nós pode ser um produtor de conteúdo. Este fenómeno deu origem a que muitos desses produtores de conteúdos se especializassem e profissionalizassem, dando origem aos chamados “influencers”. 

Não falamos apenas de figuras públicas – atores, apresentadores ou futebolistas – mas de pessoas como nós que pelo alcance e influência que adquiriram com os seus conteúdos nas redes sociais são hoje parceiros muito interessantes para a comunicação das marcas. 

Os influenciadores conseguem, através da audiência que construiram e que os segue, ditar tendências e mobilizar a sua opinião em torno de um tema ou produto. Este facto pode levar a um aumento de notoriedade de uma determinada marca ou produto a um crescimento exponencial das vendas.

Mas na hora de definir a sua campanha como saber que influencers envolver? 

Os primeiros passos começam da forma tradicional, ou seja, primeiro deve definir quem é o seu público-alvo, estabelecer os objetivos para a sua marca e campanha e definir o budget disponível. A partir de aí estará em condições de desenhar o plano. 

A seguir vem o passo mais complexo. Saber que influenciadores envolver na sua campanha. Quando começa a navegar no oceano dos influenciadores pode rapidamente encontrar-se à deriva sem saber para onde seguir. 

É muito normal, dado o número crescente de influenciadores. Deverá procurar influenciadores no nicho da sua marca, com maior rede de influência (influência e não maior número de seguidores). 

É fundamental cruzar sempre o número de seguidores com a interação que os mesmos têm com a página. Ter muitos seguidores, nem sempre é sinal de influência. Muitas vezes o melhor influenciador não é o que tem mais seguidores, mas aquele que tem maior engagement, ou seja, que melhor trabalha o relacionamento com quem o segue (por likes, partilhas, comentários, etc). 

É esta relevância junto da sua audiência que deve procurar para que a sua campanha tenha resultados efetivos. De outra forma, arrisca-se a estar a deitar dinheiro fora. 

O marketing de influência é uma das tendências em crescimento nos próximos anos para as marcas, grandes e pequenas; por isso, é fundamental saber traçar um caminho estratégico e coerente para otimizar o seu investimento nesta área.

Porque devem o marketing e as relações públicas trabalhar em conjunto

As relações públicas e o marketing são duas áreas que vivem muitas vezes em tensão dentro de uma empresa. Um dos motivos é o orçamento que ambas têm (ou não) disponível para as suas atividades. Outro dos motivos, talvez o principal, é a forma como ambas são percebidas internamente. 

O Marketing, que tem normalmente a grande maioria do orçamento, é encarado como o responsável pela geração das vendas. As relações públicas, por outro lado, trabalham a notoriedade e a reputação da marca, distantes de qualquer impacto nas vendas (por isso mesmo o seu orçamento é menor). 

Esta é uma forma simplista de colocar as coisas uma vez que uma campanha estratégica de marketing e relações públicas terá maior impacto, especialmente ao longo do tempo, e vão impulsionar as vendas. É por isso que muitas organizações já colocam estas duas áreas em estreita colaboração, funcionando em conjunto. 

Abaixo partilhamos três exemplos que comprovam o sucesso de um joint force entre relações públicas e marketing:

Na definição das mensagens-chave

Não há nada pior do que as relações públicas estarem a comunicar a política corporativa da empresa e a marca lança um novo produto que vai contra as melhores práticas ambientais. Além do potencial de crise que esta situação pode gerar, as duas mensagens entram em contradição, comprometendo os resultados pretendidos.  É necessário assegurar o alinhamento entre as mensagens divulgadas. Numa era em que a informação e a opinião são frequentemente misturadas, as relações públicas e o marketing tem de partilhar dados e coordenar mensagens numa base regular. Caso contrário, desperdiçam oportunidades.

No lançamento de um produto

Continuando com o exemplo do produto. Uma sólida estratégia de marketing pode gerar grande notoriedade para um novo produto. Isto porque a publicidade paga gera alcance e frequência de mensagem. Como complemento, uma campanha de RP vai ajudar a aumentar a credibilidade do produto, uma vez que a informação divulgada por terceiros tem mais impacto do que anúncios. 

Na gestão de  uma crise 

Quando algo falha ou a imagem da empresa/marca estão em causa, o primeiro passo deve ser alinhar estratégias entre o marketing e as relações públicas. Qualquer situação de crise, vagamente definida como uma circunstância suscetível de afetar negativamente a reputação, exige uma resposta que integre os diferentes canais ao alcance da marca, sejam meios pagos, meios próprios ou meios “ganhos”. Este momento exige um esforço de cooperação para comunicar que uma marca ou uma empresa percebeu o seu erro e está a fazer todos os possíveis para o corrigir ou reparar.