Como criar um “press kit” que chame a atenção

Uma das ferramentas mais utilizadas para gerar resultados juntos dos órgãos de comunicação social e influencers é o “press kit”. É uma forma de gerar divulgação “earned media” através do envio de informações de forma criativa.

Mas o que é um “press kit”?

Um “press kit” é, por norma, um conjunto de materiais que se enviam aos jornalistas e influencers para divulgar um produto, serviço ou inovação da marca. É uma forma de gerar goodwill junto destes públicos, enviando um “gift” (idealmente o produto para experimentação/degustação ou um “voucher” para usufruir do serviço) acompanhado da respetiva informação e imagens. É uma forma de fazer a sua marca chegar mais longe e obter divulgação espontâneo, seja nos “media” ou nos canais dos influencers.

O que deve enviar num “press kit”

Cada “press kit” deve ser único e destacar-se da concorrência, mas existem alguns essenciais que deve incluir sempre: o comunicado de imprensa com informação sobre o produto, serviço ou empresa que está a divulgar; imagens do produto ou serviço; os contactos para que o destinatário possa retirar dúvidas e o produto (sempre que possível).

O valor da criatividade

Para o seu “press kit” ter impacto é preciso alguma criatividade. Lembre-se que todos os dias, dezenas de marcas competem pela atenção e por um espaço nos “media”, para serem divulgados. Por isso, o seu “press kit” deve destacar-se para aumentarem as oportunidades de ser divulgado, em especial junto dos influencers.

Os “influencers” têm uma forte presença nas redes sociais, fundamental para as marcas, pelo que para aumentar as hipóteses de divulgação espontânea o ideal é que invista num ‘kit’ que chame a atenção e seja “instagramavel”.

Partilhamos a seguir algumas dicas para criar “press kits” criativos e impactantes para jornalistas e influenciadores:

>> Invista na imagem. Uma embalagem diferente ou um saco engraçado são o primeiro impacto que a sua marca terá junto dos seus destinatários e pode fazer a diferença no mar de Press kits recebidos todos os dias.

>> Envie “gifts” que sejam práticos ou utilizáveis. Muitas vezes, em nome da criatividade, enviam-se “press kits” que depois acabam por ser mais um estorvo para quem os recebe do que um “gift”. Envie algo que os seus destinatários possam utilizar no seu dia a dia ou que seja utilizável em algum momento (por exemplo uma toalha de praia).

>> Envie uma mensagem personalizada. Personalize sempre a entrega com o nome do seu destinatário. Mas mais do que uma mensagem personalizada, certifique-se que o destinatário é o mais apropriado para o seu produto e que o público que o segue é o seu público-alvo. A tentação será, sobretudo no caso dos influencers, escolher destinatários com muitos seguidores, mas se o produto não se enquadrar no seu tipo de conteúdos não será divulgado e perderá uma oportunidade de contacto. Por exemplo, não vai enviar um creme anti-rugas para uma Tik Toker com 20 anos. Ou não vai enviar, um livro de receitas para um jornalista que escreve sobre economia.   

>> Aposte nos vouchers de desconto. Se em vez de um produto está a divulgar um serviço como um spa ou uma loja online, um bom estímulo é enviar um voucher de desconto ou oferta para que possa experimentar os seus serviços / loja online.

Não se esqueça, um “press kit” é uma ferramenta de relação com jornalistas e influencers como uma extensão da sua marca e da sua comunicação.

Media “online” ou “offline”

Relações Públicas assentam na criação de “buzz” e/ou exposição em torno de uma marca ou empresa através de vários canais, seja media, influencers ou outros.

Como em todas as áreas, não se pode negar que nos últimos anos se verificou uma grande mudança na forma como e onde as pessoas consomem informação.  E muitas empresas começam já a perceber o impacto e a relevância de uma notícia “online” vs uma notícia “offline”. Pensar que estes dois canais se excluem mutuamente ou concorrem entre si, é um erro.

Canais de relações públicas

Os canais de relações públicas tradicionais incluem TV, Imprensa, Rádio. A TV continua a ser o meio de massas por excelência, mas os meios “online” têm vindo a ocupar uma posição cada vez mais dominante. Dados de 2022, reportam que em janeiro deste ano havia mais de oito milhões de utilizadores da Internet em Portugal, com uma penetração total de 85%. Outro dado curioso que espelha o crescimento da internet é o tempo passado “online” (mais de 7h por dia) vs. passado a ver televisão (cerca de 3h por dia).

A evolução da Internet levou a que cada vez mais pessoas tenham mudado de lugar onde consomem informação. Por isso, as marcas voltam a sua atenção para estes canais e constroem a sua credibilidade e autoridade através deles. 

Isso não quer dizer que os meios tradicionais impressos tenham passado de moda ou estejam obsoletos. Os meios impressos continuam a ser uma fonte relevante de credibilidade e, através das estratégias de cruzadas que têm vindo a adotar, permitem em muitos casos multiplicar o alcance de uma notícia, “off” e “online”. Falamos da publicação da mesma notícia no website do meio, nas suas redes sociais e em alguns casos até mesmo newsletters. Este é de longe o melhor cenário para qualquer divulgação que esteja a levar a cabo, não concorda?

Assim, na hora de desenvolver a sua estratégia de comunicação é fundamental ter em consideração ambas as tipologias, “online” e “offline”, e perceber como estas se podem complementar e amplificar a mensagem.

Quando é que o CEO deve ser o porta-voz?

Esta é uma dúvida que ocorre frequentemente… quando deve o CEO de uma empresa servir como o seu porta-voz em matéria de relações publicas? 

Um dos pontos a ter em consideração antes de dar uma resposta é o perfil do CEO. Alguns CEOs são exímios na comunicação com os media. Mas a maioria não estão necessariamente à vontade com papel de porta-voz da marca. Muitos não têm tempo ou interesse para lidar com os media. O que quer dizer que existem CEO disponíveis para falar de todos os aspetos da empresa, desde um assunto menor como o lançamento de um site, como a uma mudança corporativa estratégica, como a entrada em bolsa. 

É aqui que o papel do profissional das relações públicas deve fazer a diferença e clarificar qual o papel do CEO na comunicação – ser um trunfo para destacar e valorizar a mensagem da empresa. Abaixo partilhamos xx exemplos de momentos de comunicação onde faz sentido o CEO ser porta-voz: 

Para mostrar liderança durante uma crise 

Numa situação de crise, um CEO que se dirige aos seus stakeholders através da comunicação social, serve como uma presença visível e estável. Direta ou indiretamente, as suas relação com os meios de comunicação social, será fundamental para mostrar que a empresa está empenhada em resolver a crise. 

Para anunciar uma nova estratégia

Uma mudança na estratégia deve ser anunciada pelo seu CEO que lhe conferirá mais autoridade e gerará mais atenção dos meios de comunicação social.  O envolvimento do CEO traduz-se tipicamente numa valiosa cobertura mediática que pode ser utilizada para comunicar a direcção da empresa aos seus clientes e parceiros. 

Para lançar um produto chave

Este é um dos exemplos mais utilizados, desde que o próprio Steve Jobs anunciava os lançamentos da Apple. Se é um lançamento relevante (novo segmento, uma inovação, um novo produto), o envolvimento do executivo de topo sinaliza que é um lançamento prioritário e assegura cobertura mediática.

Fundamental ter presente que para qualquer momento de exposição do CEO é necessária uma boa preparação prévia, simulando diferentes cenários e intervenção e possíveis questões dos jornalistas, positivas e negativas. Por muito empático com os media que o CEO possa ser, é fundamental estar bem preparado sobre o tema para evitar respostas em “free style” que podem não estar adequadas à estratégia da empresa.

Porque devem o marketing e as relações públicas trabalhar em conjunto

As relações públicas e o marketing são duas áreas que vivem muitas vezes em tensão dentro de uma empresa. Um dos motivos é o orçamento que ambas têm (ou não) disponível para as suas atividades. Outro dos motivos, talvez o principal, é a forma como ambas são percebidas internamente. 

O Marketing, que tem normalmente a grande maioria do orçamento, é encarado como o responsável pela geração das vendas. As relações públicas, por outro lado, trabalham a notoriedade e a reputação da marca, distantes de qualquer impacto nas vendas (por isso mesmo o seu orçamento é menor). 

Esta é uma forma simplista de colocar as coisas uma vez que uma campanha estratégica de marketing e relações públicas terá maior impacto, especialmente ao longo do tempo, e vão impulsionar as vendas. É por isso que muitas organizações já colocam estas duas áreas em estreita colaboração, funcionando em conjunto. 

Abaixo partilhamos três exemplos que comprovam o sucesso de um joint force entre relações públicas e marketing:

Na definição das mensagens-chave

Não há nada pior do que as relações públicas estarem a comunicar a política corporativa da empresa e a marca lança um novo produto que vai contra as melhores práticas ambientais. Além do potencial de crise que esta situação pode gerar, as duas mensagens entram em contradição, comprometendo os resultados pretendidos.  É necessário assegurar o alinhamento entre as mensagens divulgadas. Numa era em que a informação e a opinião são frequentemente misturadas, as relações públicas e o marketing tem de partilhar dados e coordenar mensagens numa base regular. Caso contrário, desperdiçam oportunidades.

No lançamento de um produto

Continuando com o exemplo do produto. Uma sólida estratégia de marketing pode gerar grande notoriedade para um novo produto. Isto porque a publicidade paga gera alcance e frequência de mensagem. Como complemento, uma campanha de RP vai ajudar a aumentar a credibilidade do produto, uma vez que a informação divulgada por terceiros tem mais impacto do que anúncios. 

Na gestão de  uma crise 

Quando algo falha ou a imagem da empresa/marca estão em causa, o primeiro passo deve ser alinhar estratégias entre o marketing e as relações públicas. Qualquer situação de crise, vagamente definida como uma circunstância suscetível de afetar negativamente a reputação, exige uma resposta que integre os diferentes canais ao alcance da marca, sejam meios pagos, meios próprios ou meios “ganhos”. Este momento exige um esforço de cooperação para comunicar que uma marca ou uma empresa percebeu o seu erro e está a fazer todos os possíveis para o corrigir ou reparar.

Qual a diferença entre Paid, Owned & Earned Media

Nas relações publicas existem três pilares no que diz respeito à relação com os media e à publicação de conteúdos – falamos de Paid (pagos), Owned (detidos/próprios) e Earned (ganhos). Embora os tipos meios de comunicação Paid, Owned e Earned sejam distintos, têm o mesmo objectivo final – aumentar o conhecimento da marca. 

A sua combinação de forma estratégica é crucial para qualquer plano de comunicação bem-sucedido. No entanto, as diferenças nem sempre são claras. Vamos ajudar a clarificar. 

Paid Media

Os meios de comunicação pagos incluem qualquer canal em que se tenha que realizar algum investimento direto. Normalmente, incluem fontes de terceiros e permitem atingir um público específico, de forma direta e objetiva.

Os meios pagos, também chamados anúncios, funcionam quando queremos efetuar uma comunicação muito comercial ou com um grande alcance, bem como direcionar as pessoas para uma determinada ação (visitas a website, compra na loja, participação no evento). 

São exemplos de meios de comunicação social pagos: anúncios em televisão, rádio, online e imprensa, anúncios em redes sociais e Google Ads, Branded Content (conteúdos editoriais pagos nos meios de comunicação), parcerias pagas com influencers. 

A principal vantagem, além da garantia de publicação e notoriedade, é que são totalmente controláveis pela empresa. A publicidade e todos os conteúdos associados é desenvolvida e/ou validade previamente e a mensagem é exatamente aquela que pretende transmitir. 

Owned Media

Os Owned Media são fáceis de compreender, mas às vezes geram alguma confusão. Incluem todos os meios de comunicação criados e geridos pela empresa como o seu website, blog, email marketing, perfis nas redes sociais. Não paga pelo conteúdo que apresenta ao seu público com controlo sobre tudo o que é publicado.

Sendo a vantagem, o controlo sobre tudo o que é comunicado, a desvantagem, à semelhança da publicidade, é que o potencial cliente sabe que foi o próprio a escrever este conteúdo. Por outro lado, é interessante para mostrar autoridade e conhecimentos da empresa numa determinada área/sector e passar conteúdos relevantes ao seu público-alvo.  Estes canais funcionam melhor quando fornecem valor para o utilizador. 

Earned Media

Os meios de comunicação “ganhos”são chamados assim porque, literalmente, significa publicidade que se “ganhou”. É neste ponto que as relações públicas têm um papel determinante. A definição de pontos de interesse e histórias que sejam do interesse dos meios é fundamental para se “conquistar” espaço não pago. Espaço este que é muito mais eficaz porque é independente (escrito e publicado por terceiros) e, gera mais confiança entre o público. 

A principal vantagem, como já vimos, é além de ser gratuito tem um maior impacto na reputação da empresa juntos dos seus públicos. A desvantagem é que não podemos controlar o que é escrito, por isso é importante uma boa definição de mensagens-chave e preparação do que se dirá. Mais uma vez, é aqui que a agência ou profissional de relações públicos, são um importante apoio. 

Uma comunicação bem definida deve integrar estes três pilares visto que cada um desempenha o seu próprio papel na otimização da sua mensagem. Já tinha pensado nisto?

3 Mitos sobre as Relações Públicas

Uma sólida estratégia de relações públicas tem não só o poder aumentar a notoriedade de uma marca/empresa, mas também melhorar a sua credibilidade e gerar clientes. 

No entanto, não sendo uma área complexa ainda existem alguns complexos e mitos associados. Hoje derrubaremos 3 deles. 

Mito#1. As Relações Públicas são apenas para grandes empresas

Um mito que se assiste frequentemente é que apenas as grandes marcas ou empresas investem numa estratégia de relações públicas. Falso! 

A maioria das vezes, pequenas empresas, proprietários de lojas e restaurantes, e outros negócios menores vêm as relações públicas como um investimento dispendioso e investem noutros canais. 

No entanto, são estes os negócios onde o impacto das relações publicas é maior e mais facilmente mensurável, visto que se traduz diretamente em leads, visualizações no site, contactos com empresa e até mesmo novos clientes. 

A este fator, acresce a construção da reputação para a sua empresa, junto de clientes e potenciais clientes, assim como no sector em que opera. 

Tudo isto sem gastar demasiado do seu orçamento de marketing. Para uma estratégia de relações públicas bem sucedida é fundamental compreender claramente o seu público e agir de forma tática, gastando o orçamento de forma produtiva e assegurando o retorno de investimento.  

Ao contratar um especialista ou agência de relações públicas, tenha noção dos seus objetivos e do budget que pode alocar e passe essa informação para que o plano se possa ajustar às suas necessidades, sem custos acima do seu orçamento. 

Mito #2. As Relações Públicas não Vendem

As relações públicas são boas para gerar notoriedade e reputação, mas não geram vendas. Mais uma vez…Falso! 

Ao tornar-se visível para o seu público e ao gerar buzz em torno da sua empresa, essa notoriedade irá gerar visitas ao seu site, à sua loja e aos seus negócios, visitas essas que se vão tornar em leads, vendas e clientes. 

Por outro lado, ao ser referenciada de forma regular nos media ou por influenciadores, vai gerar consciencialização geral sobre a sua marca e fazer com que entre na mente dos seus clientes e potenciais clientes. 

Mito #3. Se eu não tenho nada para dizer não preciso de relações públicas

Ter uma história ou uma novidade simplifica o trabalho das  relações públicas, mas caso assim não seja, cabe ao profissional com quem vai colaborar encontrar /criar a história que mais interesse aos media e influenciadores. É esta a mais valia e responsabilidade da agência de relações públicas  –  criar notícias apropriadas na ausência de uma história óbvia como um lançamento ou um evento.

Existem outros tipos de “notícias” – como resultados do negócio, artigos de opinião de um CEO sobre tendências mercado, responsabilidade social, mostrar os bastidores da empresa. Um bom consultor sabe o que faz uma boa história e consegue criar oportunidades de ser referenciado pelos media. 

Por fim, é importante ter sempre em mente que as relações públicas são uma forma de comunicação que, mais do que notoriedade, contribui para a (boa) reputação da sua empresa. Pelo que são um investimento que terá sempre um retorno no seu negócio, seja em notoriedade ou em vendas.

Estratégia vs Tácticas em Relações Públicas

Um dos temas que é fundamental distinguir em relações públicas é diferença entre Estratégia e Tácticas. Muitas pessoas ainda confundem incorrectamente o que é considerado no campo das estratégias e no campo das tácticas.

Ter uma estratégia bem definida e o respetivo plano de ação com as táticas bem detalhadas é essencial para o plano de negócios de uma empresa, e, claro, desempenham também um papel crucial no sucesso das relações públicas.

Desenvolver uma ideia clara da sua estratégia e táctica de negócios ajuda a manter-se concentrado e a alcançar os objectivos da sua empresa.

A Estratégia

Comecemos pelo início. A definição estratégica é um primeiro passo essencial para o sucesso de um plano de comunicação de qualquer empresa. Um plano estratégico assegura a existência de um entendimento comum do que se está a tentar alcançar, como se planeia realizá-lo e como se vai medir o sucesso. A estratégia deve começar por deixar bem qual o ponto de partida, quem é o público-alvo, quais os objectivos e, porque se está a adoptar essa abordagem.

Um dos pontos fundamentais de uma estratégia é mesmo os objectivos, pelo que aquando da sua definição os mesmos deverão ser SMART: específicos (Specific), mensuráveis (Measurable), atingível (Achievable), relavante (Relevant) e orientado para o tempo (Time).

Desta forma, o planeamento estratégico vai fornecer uma direcção geral à gestão central da empresa, ao mesmo tempo que orienta e ajuda áreas tais como estratégia financeira, estratégia de marketing, estratégia de desenvolvimento organizacional, estratégia de recursos humanos, etc., a alcançar o sucesso. Por esse motivo não deve ser ignorado.

A Implementação (as táticas)

É nesta fase que definimos quais ferramentas ou as actividades a implementar para materializar a estratégia definida. Implica a criação de um plano de ação a médio e curto prazo, uma timeline com a respetiva calendarização das ações e uma visão detalhada como cada atividade vai decorrer.

É aqui que a equipa vai perceber quais os passos do dia-a-dia que farão avançar a marca no sentido de alcançar os seus objectivos. Cada táctica deve ajudar a responder à pergunta, qual é o passo que teremos de dar para levar a cabo a estratégia com sucesso?

Tanto a estratégia como as tácticas de relações públicas devem ser medidas. Uma diferença entre as duas é que embora a sua estratégia não deva mudar, as tácticas podem ser alteradas e adaptadas em função dos resultados que estão a ser (ou não) obtidos. Se uma das suas tácticas não está a funcionar, poderá ser necessário definir uma nova atividade ou o recurso a ferramentas diferentes no sentido de obter os resultados desejados.

Na área das relações públicas é fundamental ter bem clara a distinção entre Estratégia e Táctica. Ter objectivos bem definidos, uma estratégia para atingir esses objectivos, e escolher as tácticas apropriadas para implementar a estratégia são todos elementos importantes para executar um programa de relações públicas sólido.

Agência de Relações Públicas ou Departamento Interno de Comunicação Empresarial.

Esta é uma decisão que muitas empresas têm de tomar, em particular as PMEs, no que diz respeito à sua comunicação, contratar uma agência ou criar internamente uma equipa para assegurar a comunicação.

Num mundo ideal, e este é o cenário que a maioria das grandes empresas optam por implementar, a resposta seria…ambos! Quando bem estruturado, o seu trabalho funciona de forma complementar e acaba por se transformar numa máquina bem oleada na comunicação.

A agência de relações públicas foca-se em preencher os espaços em branco entre a empresa e os media. A empresa consegue assim forcar-se na abertura de canais entre os diferentes departamentos no sentido de garantir fontes de informação e conteúdos para comunicar.

Embora possam trabalhar de forma complementar, quando assim não é possível, é fundamental perceber quais as competências necessárias e responsabilidades profissionais que ambos os cenários podem aportar, para que possa decidir por qual dos dois optar.

Especialidade vs diversidade

No caso do departamento interno, a equipa tornar-se-á especialista em todos os tópicos importantes para a empresa e manterá o foco na mesma, na indústria específicas e nos seus concorrentes.

No caso da agência, a mesma deve assegurar um grau de imersão e domínio do negócio muito profundo, mas com a vantagem de ter também conhecimento de outras empresas e áreas que podem dar benchmarks e trazer ideias interessantes para a comunicação da sua empresa.

Foco nos resultados

No departamento interno o controlo dos resultados é um ponto importante, mas no caso de uma agência é O ponto mais importante. A agência tem que conseguir resultados e pensar fora da caixa para os atingir, para ter a certeza de que está a satisfazer as necessidades e expectativas do cliente. É uma motivação diferente que implica monitorização e ajuste regulares para acompanhar o interesse e agenda dos media e influenciadores.

Uma equipa multidisciplinar

Um departamento interno é constituído por uma pessoa ou uma equipa constituída por pessoas que basicamente fazem a mesma coisa. Partilham, portanto, um profundo e variado conhecimento do trabalho e uma apreciação do que nele entra, mas não têm uma visão 360.º.

Do lado da agência, existe sempre uma equipa que inclui pessoas mais seniores, criativos e estrategas, onde todos colaboram de forma eficiente para os clientes e para os seus resultados.

Relações com os media

Num departamento interno as relações com os jornalistas tendem a ser muito próximas, visto que estão em contacto regular e os jornalistas vêm a equipa como um facilitador dentro da empresa no acesso à informação.

Numa agência, os meios de comunicação veem-no como um mediador entre eles e um cliente. É necessário um esforço maior para manter essas relações com os jornalistas, no entanto também é mais ágil circular entre áreas distintas uma vez que a agência tem contacto com media de diferentes áreas.

Por isso, na hora de decidir deve colocar nos pratos da balança estes pontos, antes de decidir.

5 pontos que deve ter em consideração na estratégia de Relações Publicas

Uma boa estratégia de relações públicas pode fazer toda a diferença para a sua empresa. As relações públicas são uma das formas mais rentáveis de aumentar o conhecimento da sua marca junto dos seus clientes de uma forma credível, aumentando a sua confiança nos seus produtos ou serviços.

Por isso, existem alguns pontos a ter em consideração na definição da sua estratégia.

1. Conheça as suas mensagens

Não pode controlar o que outras pessoas dizem sobre o seu negócio, mas pode controlar as mensagens que envia para o mundo. Por isso, identifique mensagens curtas e pertinentes sobre a sua marca conforme o seu posicionamento.

2. Criar um grande conteúdo.

Após definir as suas mensagens, e a partir delas, criar bons conteúdos é a chave para uma estratégia de relações públicas bem-sucedida que posiciona a sua marca como especialista no assunto. Conteúdos relevantes para os media, mas sobretudo para as pessoas.

3. Saber o que comunicar e para que tipologia de Meios de Comunicação

Com base no seu público-alvo é importante definir quais os meios mais relevantes a impactar e conhecer que conteúdos são relevantes para esse meio. Por exemplo, se tem uma loja de decoração deve privilegiar os meios de Decoração e revistas Femininas.

4. Compreenda os Jornalistas

Conheça e estabeleça relações de confiança com jornalistas alvo. Este é um dos pontos mais importantes, porém um dos mais difíceis. Além de saber quem são é importante saber que temas lhes interessam, que tópicos são relevantes dentro de cada tema, como gostam de receber a informação, quais os seus deadlines. Sempre que possível faça perguntes e escute o têm a dizer. Converse com eles sobre interesses mútuos e não apenas quando tem uma história.

5. Seja honesto e transparente.

Não estamos a dizer que precisa de partilhar todos os pormenores da sua organização, mas é fundamental adotar uma política de honestidade e transparência para com os media. Manter o público informado, sobretudo em casos de gestão de crise, é o melhor caminho e a sua transparência será apreciada. Comunique de forma clara, concisa e direta, sem esticar a verdade ou esconder coisas que depois possam vir a saber.

Em que é que as relações públicas diferem da publicidade?

As relações públicas, ainda que difíceis de definir, são uma importante ferramenta de criação e gestão de reputação de uma empresa. Podem ser utilizadas para proteger, melhorar ou construir reputações através dos meios de comunicação social, transmitindo mensagens positivas e conteúdos relevantes.  

E é precisamente neste ponto que as relações públicas se distinguem da publicidade. A relação entre ambas tem sido sempre complicada, uma vez que se encontram em extremos opostos da equação.  Comunicação não paga vs. Paga. Media conquistada vs. Media comprada. Credibilidade vs. Ceticismo ou mesmo desconfiança. 

Quando falamos de publicidade, falamos de um espaço comprado pela empresa e onde é esta que constrói e controla todo o conteúdo e imagem. É a marca a falar bem de si própria.

As relações públicas conquistam espaço nos media por conteúdos relevantes, que interessam aos leitores, escrito por um profissional independente, o jornalista. Este não é pago para escrever sobre a empresa, fá-lo por o tema ser relevante e a empresa está a prestar um serviço ou a desenvolver uma atividade relevante. É por isso credível e constrói (boa) reputação. Assim, a sua história tem mais credibilidade porque foi “validada” por uma terceira pessoa, totalmente independente.

Outra enorme diferença é o preço.  Uma notícia publicada através das relações públicas não tem custos para a empresa, para além do trabalho da agência. Uma página de publicidade, além do custo da agência, acresce ainda o custo da compra de espaço. E se formos para televisão, acresce ainda os custos com a produção e filmagem do anúncio, mais a compra de espaço, repetido tantas vezes quantas as possíveis para gravar a mensagem na mente dos clientes. Sim, porque outra das particularidades da publicidade é que esta precisa de ser repetida várias vezes antes que o consumidor possa ser influenciado.

Terceira grande diferença…controlo! Quando uma empresa compra um anúncio, tem total controlo sobre o resultado final. Decide como o anúncio vai ficar, o que vai dizer, onde vai ser colocado e quando vai ser publicado. A quantidade de exposição que o seu anúncio recebe depende, na sua maioria, de quanto dinheiro a empresa tem para gastar. Quando se trata de relações públicas, e especificamente de trabalhar com os meios de comunicação, não temos nenhum controlo ou influência sobre o resultado final. Os meios de comunicação social decidem como a informação sobre a sua empresa será apresentada nas notícias. É preciso ter uma grande preparação e definir cuidadosamente as mensagens para que o resultado seja positivo para as empresas. E é aqui que o papel das agências é fundamental. Na gestão daquilo que interessa comunicar à empresa vs aquilo que tem valor notícia para os media, de forma que ambos saiam a ganhar.

Por isso, na hora de escolher a sua agência faça as perguntas certas para garantir que todos estes aspetos estão assegurados e que os profissionais são capazes de criar e gerir esta relação de proximidade positiva entre a sua empresa e os media.